Suspeito de matar a garota Yasmin Lorena é preso no litoral do RN

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O principal suspeito do homicídio da adolescente Yasmin Lorena de Araújo, de 12 anos de idade, foi preso no início da tarde desta quinta-feira (26) no município de Touros, litoral Norte do Estado.
Marcondes Gomes da Silva, de 45 anos, era o pedreiro que trabalhava na obra do imóvel onde o corpo da menina foi encontrado, no fim da manhã desta terça-feira (24). Ele era vizinho da família de Yasmin há 27 anos.
A prisão de Marcondes, que estava desaparecido desde o início da manhã da segunda-feira, quando deixou sua casa na Comunidade da África, na Redinha, alegando “estar passando mal”, foi feita pela Polícia Militar. Ele já foi encaminhado à capital.

A prisão foi efetuada graças a uma dica anônima feita através do Disk Denúncia, assim como às ligações recebidas pela Central de Polícia de Touros. Em vídeo gravado pela PM, Marcondes é questionado sobre o motivo de sua fuga, ao que o suspeito responde que estava indo “encontrar uma sobrinha para procurar um advogado”. Ele fugiu do local antes mesmo do corpo da jovem ser encontrado, alegando que estava passando mal.

Marcondes era conhecido pelos vizinhos e amigos como uma pessoa “prestativa” que participava das orações diárias em frente à casa da menina e dos diversos atos que buscavam respostas sobre o paradeiro de Yasmin. No dia 28 de março, dia do desaparecimento de Yasmin, era aniversário de Marcondes, que completava 45 anos. Ele foi trabalhar normalmente. Seu filho, de 20 anos, chegou a ir até o imóvel que Marcondes estava construindo par ajudá-lo, mas foi dispensado pelo pai, que afirmou ter apenas “poucas coisas para resolver” na casa, e que depois iria “assistir o jogo”.

No mesmo dia, Marcondes mandou o filho participar das buscas por Yasmin, fazendo-o dar voltas pelo bairro de moto atrás da menina. Após o sumiço da adolescente, o pedreiro começou a alegar problemas de saúde, e eventualmente parou definitivamente de ir à obra. Ele era tido como uma pessoa “de confiança” pela família de Yasmin, e todos os vizinhos afirmaram ter visto ele crescer e se criar no bairro. Ele foi responsável, inclusive, por construir a maior parte das casas da vizinhança, e era conhecido por ser um homem “rígido” e “moralista”, não permitindo a venda de drogas próximas a sua casa e defendendo abertamente valores familiares.

 

Mariana Ceci Repórter

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