Líderes de facções em RR serão transferidos para presídio no RN

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Sete detentos considerados os líderes de uma facção criminosa que causou um conflito na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo, em Boa Vista, serão transferidos para o presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

A transferência, em caráter de urgência, foi determinada pela Justiça Federal e acolhida pelo juiz auxiliar da Vara de Execução Penal, Marcelo Oliveira, e publicado no Diário da Justiça Eletrônico desta quarta-feira (26). Inicialmente, os sete detentos de Roraima devem ficar por 60 dias no presídio federal.

Conforme a publicação, devem ser transferidos os presos Herculano Santos de Souza, Francivaldo dos Santos Calazans, Richardson Santos de Souza, Francisco Valente de Mesquita, Evaldo Lira Almeida, Ramon Michel dos Santos Darros e Wilson da Silva Lopes.

Entre os crimes cometidos pelos detentos estão homicídio, roubo, tráfico de drogas, associação criminosa e falsidade ideológica.

Os detentos estão custodiados em uma cela no Comando de Policiamento da Capital (CPC), onde devem permanecer até que ocorra a transferência, segundo informou o comandante da Polícia Militar de Roraima, coronel Dagoberto Gonçalves.

“Não sabemos quando eles serão transferidos”, disse Gonçalves. O policiamento no CPC está reforçado por policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e Grupo de Resposta Rápida.

Ao G1 o secretário de Justiça e Cidadania, Uziel Castro, informou que por ‘questões de segurança’ não poderia dizer quando a transferência deve ocorrer.

A Justiça Estadual comunicou, via ofício, a Sejuc, a Divisão de Inteligência e Captura (Dicap) e o Departamento Penitenciário Estadual (Desipe) sobre a transferência dos presos e pediu o cumprimento em “caráter de urgência das medidas adotadas”.

Os sete detentos, considerados de alta periculosidade, seriam os líderes de uma facção que em confronto com integrantes de um grupo rival assassinou dez detentos e feriou outros seis dentro da maior unidade prisional do estado.

O conflito entre dos dois grupos ocorreu dia 16, durante o horário de visitas na Penitenciária. Na ocasião, cerca de 100 familiares foram feitos reféns por cinco horas.

Fonte: G1

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